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December, 2006 VÁ PARA MINHA OUTRA CASASeptember, 2006 tangente (algo ainda pulsa)O CORAÇÃO PULSA...PULSA,
AMA VOCÊ E VOCÊ NÃO QUER.
"CAGA" PRA MIM, MAS, VEJA VOCÊ, ESTOU AQUI AGORA PRA CANTAR BARATO
PORQUE CANSEI.
SÓ SOBROU TESÃO E COINCIDÊNCIA:
ESTAMOS SÓ NÓS DOIS NESSE VAGÃO. paulo vigu September, 2006 Ó R B I T A S
decerto o deserto seja certo pra nós e, reto, eu ainda mirarei a sua reta. ainda que sem resposta te admirarei e ainda que te admire girarei.
estaremos longe, mas poderei alcançá-la.
o deserto é muito quente e muito frio, talvez não consigamos suportar.
agora, aqui, eu te amo. será que não dá pra você me amar?
paulo vigu September, 2006 Então me diz...Esse sal que tempera o teu mar serve pra fazer soro? Esse meu rio de águas quietas, que é incansável, passa aqui, com qual intenção? Já não sei dessas questões, mas tenho urgência de outras. Já sabe a fórmula de ser feliz? Me diz, me diz. Já sabe quem é que tranca a noite no escuro, quando é madrugada? Me diz que dará pra gente ver pequenas coisas passeando pelo ar. Me diz que dará pra gente passear em uma nave pelo céu, em alguma coisa que faça voar. Não sei mais nada sobre questões muito técnicas, mas amar nem requer diplomas. Paulo Vigu MUITO LEVE"céu - expressão do olhar
sal - tempera o gosto do mar
som - expressão da alma
pra ouvir você
admirar você
paz - homem correndo atrás
sim - olhar de confirmação
1000, 2000 e 1 e 2 e 3
mãos ongs ovnis coração"...
paulo vigu August, 2006 estudo de casoO moleque chega do hip-hop O doutor chega do escritório A madame não saiu de casa A menina não sai mais do Orkut A família mal dialoga E a escola mal faz o arroz com feijão A solidão é imensa Mas agora estão todos na sala Vendo um programa qualquer na televisão. Paulo Vigu
only monstersTrave a secretária eletrônica e nem me atenda. Ando sem ter o que dizer.Ando ocupado com minhas necessidades, meus monstros. Eu comigo mesmo, desinfetando o porão, brotando da poça d’água. Fechei a porta pra fazer limpeza, porque minha alma gosta de poesia e música que vem da alma. Gosto disso. Uma dose por dia. Por isso deixarei de alimentar essa insatisfação alheia que, de uns tempos pra cá, passei a carregar. Quero carregar piano. Tenho essa necessidade. Mas ontem a vi na sessão quase vazia de cinema e indaguei: a tristeza no olhar dessa moça vem de uns tempos pra cá? Daqui a pouco passará. Daqui a pouco, creio eu. Não tenho o que dizer. Ando apenas sentindo. Apenas isso e entre imagens de jornal e projetos musicais fiquei assim. Perdido entre harmonias difusas e desgostoso, destelevisionado, deslendo algumas regras, pra lá e pra cá. Daqui a pouco passará. Daqui a pouco, creio eu. Nesses tempos, o mundo andou cheio de gente pra cima e veja como estamos. É tempo de despir as almas e contemplar, com o compromisso de melhorar isso tudo, enquanto ainda há tempo. Paulo Vigu
July, 2006 O catador de tudoSuas idéias parece que giram
ao redor da lua.
Sinto que brilham
como estrela cadente caindo.
Vejo que caçam
como a flecha certeira indo.
dedicado ao poeta Manoel de Barros
Paulo Vigu July, 2006 fly away
Fly away Tomo remédio de curar saudade e deliro. Vejo montanhas vindo a Maomé. Aparam minhas asas e jogam-me na cela. Liquidam meus gestos em espaços de idéias baratas. Arquivam minhas histórias. Gigantes me encaram e embrulham pra presente o meu querer. Confesso que só na manhã seguinte livro-me do pesadelo e saio com minha asa nova. Juro estar curado e o coração, ao menos isso, manterei aquecido. Vôo longe. Ainda não sei pra onde. Nunca mais tomarei remédio sem orientação médica. Sinto que estou melhorando, sei lá, realmente sinto. Mas volta e meia ela chega e ainda fico confuso. Será que saudade é a soma dos meus amores entre o sentir e o sentido? Paulo Vigu
July, 2006 partirPartir
Preciso mudar tudo. Tudo em mim está gritando, me pondo a pensar. Tenho vontade de jogar as certezas no lixo e venho disposto a encarar espelhos pra espremer a dor. Ando a fim de abrir guerra contra o inconformismo. Cansei de dar mole. Ando meio enfezado com a cordialidade falsa. Chateado com a prontidão do serviço mal feito. Puto com o descaso. Irritado com leitores que consomem literatura indicada em listas e ficam cobrando a mesma leitura da gente, sem nunca terem lido “A Divina Comédia Humana” ou “Cem anos de solidão”. Ando com o saco cheio de cobrar bom senso. A ficha caiu. Eu caí. O chão é a única possibilidade. É a partir disso que eu me acalmarei. Sem partido. É a partir disso que eu quero partir. Paulo Vigu July, 2006 butterflynaco
de
canção
própria
"... SE FOSSE UM BLUES
DIRIA CRY, CRY, CRY
A VIDA - VEZ EM QUANDO -
É ESSE VAI NÃO VAI... "
paulo vigu
ddedicado às lamentações July, 2006 fériasQue chova em mim
quero brincar de molhar
quero brincar de chorar
quero viajar
bar de rodoviária
xixi na estrada
e um café no posto
sol lua sol lua sol lua e luar
que chova em mim
que eu não fique gripado nas férias
que eu não fique implicando com nada
que eu pisque e ao piscar apague
o que for incomodar
atrapalhar
e que o relógio também pare para descansar
paulo vigu July, 2006 febrilEm estado febril ele dizia a ela:
Ando com a alma raspando ...
A garganta está ótima!
paulo vigu July, 2006 R(indo)
Ontem ,com você, morri de rir...hoje ,s ~ o ~ z ~ i ~ n ~ h ~o, apenas rio descendo para o mar. Paulo Vigu
July, 2006 Agenda de fériasEstrada cheia de curvas. Cabeça zonza entrando em férias. Agora que tudo insiste em ser linear quero sair e voltar a compreender o mundo vulnerável. Quero esquecer o que sou. Quero saber quem sou. Quero ouvir causos de pântanos sombrios por entre os confins noturnos e voltar a temer lobisomens e outras lendas. Quero a incerteza. Gosto da dúvida. Quero aparecer agora, já que, no fundo, a sensação de ter desaparecido perdura nestes dias medíocres que aparecem na televisão. Resgato agora habilidades em ser pássaro. Gosto da inconstância das ventanias e observar a simplicidade rondando as pessoas que vão deixando as coisas complicadas. Cabeça esvaziando a caixa de sensações, querendo zerar e mergulhar no vazio, vir à tona para um céu ainda azul e vasto. Mesmo cheio, gosto da vastidão. Novos ares irão desarticular os músculos. Desligo-me agora. Não quero mais ... nem menos.
paulo vigu July, 2006 à toamúsica
que sai da pedra
água boa
mímica
que cria imagem
gesto à toa
febre e miragem
tudo voa
mágica
cria coisas
tudo simples
sol derretendo gelo
água apagando fogo
chave abrindo porta
boca dizendo amor
paulo vigu June, 2006 feito pedra (aos meus amigos poetas)é pra pesar feito pedra
a minha poesia
mas desejo que o seu dia fique azul do mesmo jeito
é pra pesar feito pedra
e a pedra pesada pesa
porque quero cuspir a palavra pregada
na ponta da língua
e ouvir alguém dizendo:
é ironia hoje construo a poesia de pedra pesada
de boca fechada
tiro o rótulo da lata
e a poesia parece que desencrava desprega as pedras
fica pouca
talvez umauma e meia
sem ninguém
levanto a poesia pedra
pra que pese feito pedra a poesia
e o tema seja indiferente
pra poesia ser limbo nas pedras
pra poesia não tremer de medo
pra poesia ir desmoronando
pra poesia não rolar nas ruas
mas com direito autoral ao poeta
quando a nossa poesia passear entre as calçadas.
paulo vigu
June, 2006 fotografiafotografia
fica feito fotografia aquela que registra o vento aquela em que o amor se entrega tal fotografia fica na lembrança
aquela cena que com o vento dança
fica no armário
feito peça que saiu de moda
fica entre as coisas
como um livro sempre lido
compõe o quadro
o quadro dos meus dias tristes
fica feito lua cheia
brilho intenso dos teus olhos
fica entre o beijo e o adeus
e o que assim fica
nada mais é que
amor
paulo vigu June, 2006 ontemontem
passado o susto
passo
ando lento
mas passo
atravesso a ponte
do meu abismo
contemplo a altura
e paro.
ainda tenho medo!
repasso ...
paulo vigu June, 2006 ...talvez!......talvez! ...
Pra surpreender, talvez eu ganhe na loto. Talvez acerte na lata. Me ajude, caso dê um troço. Abriremos um negócio. Um negócio da China.
Pra surpreender, talvez eu caia na vida. Talvez a vida levante tudo de perna pro ar: de lá pra cá nós dois, daqui pra lá o mar.
paulo vigu June, 2006 a LaTaNA LATA
PONHA A PALAVRA AMOR
...
BATA TODO O RESTO
NO LIQUIDIFICADOR
LIQUIDIFIQUE DOR
LIQUIDE A DOR
E DEIXE A LATA ABERTA
PARA O AMOR
...
O LIQUIDIFICADOR
O MUNDO
A DOR
O RESTO
EU NÃO SEI...
ENCONTRE UM LOCAL PRA ESSAS COISAS!
...
POETA GOSTA MESMO É DE PÔR
TUDO NO PAPEL
PAULO VIGU May, 2006 no vento (como chega o seu amor?)no vento (como chega o seu amor?)
ela gosta do vento que vem do mato
porque está apaixonada
e fica sentada ali
olhando ao longe
pensando longe
entregue em meio a tarde
decerto ele, o seu amor, virá no vento
e lhe tocará os cabelos
lhe passará as mãos
lhe beijará a boca
e ...
decerto ela é louca
e tudo ali é desejo
não sei
mas vejo em seu rosto
o quanto ela gosta do vento que vem do mato ...
paulo vigu May, 2006 EM QUEDAHOJE FAÇO UM POEMA COM GOSTO DE QUEDA,
COMO QUEM DESCE A ESCADA EM DESEQUILÍBRIO.
DISFARÇO.
É UM JOGO.
MUITA COISA ESTÁ EM QUEDA.
SAIO ANDANDO...,
MESMO QUE CATANDO CAVACOS. PAULO VIGU riodaquipalavraesom
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